Crónica de um Primeiro de Maio outro. Toma de comboio e Bloco Precario

***Crónica de um Primeiro de Maio outro. Toma de comboio e Bloco Precario nas manifestaçom central em Vigo. Notas para as polémicas***

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Crónica de um Primeiro de Maio outro

As realidades da evidente mutaçom do sistema produtivo alterarom onte sustancialmente a actividade a que o (ate agora frustrante) passeio do primeiro de maio tinha-nos acostumadas.

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Activistas de diferentes Centros Sociais, da autoorganizaçom das precarias (Assembleia de Prearias de Compostela - http://actividadesassembleia.blogspot.com -, Precarias em Luita de Vigo - http://precarias.arkipelagos.net -, Assembleia pola vivenda de Ourense - http://dereitoaoteito.info - ou Invisiveis da Corunha- http://invisibeis.blogaliza.org -) assim como outros colectivos (Maribolheras Precarias, Mulheres Transgredindo, etc) tratarom de coordinar um outro primeiro de maio asumindo as súas febleças fronte ao establishment organizativo sindical, pero contraponhendo-lhe elevadas dosis de rebeldía, ilusom e potencia autoorganizativa.


A coordenaçom entre activistas de Corunha e Compostela materializou-se na toma de um vagom do comboio Corunha-Compostela-Vigo no autodenominado `SantaPrecariaExpress´ que culminou umha legitima aspiraçom das e dos precarios. A gratituidade do transporte público deve ser levada ao facto em experiencias de desobediência colectiva como a levada a cabo onte. É lícito manifestar-se, é lícito tomar o trem se o preço e abusivo, elevado, impositivo. Puro direito de resistencia.
O dereito a mobilidade ejercido de jeito activo graças a determinaçom das e dos precarios.
Assim as coisas, as ao redor de cincuenta activistas de Compostela e Corunha tomarom coordenadamente um vagom e tras explicar as súas reivindicaçons aos empregados de RENFE (algo a melhorar, probevelmente nom devam ser os empregados se nom os encarregados…) marcharom cara a Vigo. Policias à paisana tentarom amedrentar por momento as compas alí organizadas. Além do máis a efectuaçom da acçom fijo que sobre as 10:30 da manha, as manifestantes chegaram em malta a cidade olívica.
Algumhas compas de Vigo estavam presentes na estaçom de comboios onde tratou-se de fazer (ainda?) máis pública a conspiraçom precaria, comunicando ao resto das pessoas presentes os `porqués´ da nossa acçom .
Tam so salientar a agresom que um dxs compas que estava a cubrir gráficamente a intervençom sufriu por parte de um guardia de seguridade que, de jeito violento, tratou de impedir-lhe ao compa fazer o seu trabalho contrainformativo.
(fotos e vídeo aquí: )

Tras esto o grupo que chegava de Compostela e Corunha, uniu-se ao bloco precario que estava-se a preparar na manifestaçom de CGT-CUT. A música, a presencia de Santa Precaria, as oraçons, e as marcagens a multinacionais e bancos assim como a establecimentos que nom respeitam o 1 de maio, como o día do nom-trabalho forom umha constante no percorrido no que o bloque precario foi ao carom da mani de CGT-CUT. As Mulheres Transgredindo realizarom um acto preformativo num dos diferentes negocios nos que ZARA e o seu propietario maioritario Amancio Ortega, escraviça a homens e mulheres. Tras a chegada ao final do percorrido e a leitura dos manifestos o bloque precario continuou em solitario o seu caminho marcando de um jeito ainda máis explícito os diversos pontos que, sinaladamente precariçam as nossas existencias: inmobiliarias, circulos de empresarios, o Casino vigués ou o Burguer King forom tam so alguns dos objectivos.
Rebeldía em forma de fume, berros e música que fijerom deste, um outro primeiro de maio, quando menos para as alí presentes.

Ao fim umha intensa jornada de trabalho em comum. Um trabalho em comúm que deve beber da autocrítica e o respeto e que esperemos de frutos além da superaçom do proprio evento coordenando um sujeito plural na luita comúm contra a privatizaçom da mobilidade, a exploraçom laboral, a anulaçom dos espaços públicos e, em termos gerais a precarizaçom da exiestencia. Esse é pois o trabalho a fazer.

Activistas de Invisiveis (A Corunha). http://invisibeis.blogaliza.org/

Nota para evitar as polémicas innecesarias ;-)
***A precariedade toma mil formas hoje. Desde as poliforme flexibilidade nos contratos do metal até a intermitencia maniquea nos contratos de becarias e estudantes.
Nom existe umha fractura no paradigma da exploraçom, existe umha notável mutaçom.
A organizaçom das precarias nom chama a umha negaçom do passado; chama ao intento de efectuaçom dum futuro onde as reglas da exploraçom som innumeraveis e diversas. Nom existe ja um dispostivo único na interrelaçom entre exploradas e exploradoras. Estes dispositivos tenhem que ser diversos e tentamos construi-los desde nós, desde onde sabemos. Tratamos de criar conflito desde o antagonismo da horizontalidade, nom desde a institucional verticalidade. Tratamos de ver os porques de umha exploraçom que superou a fábrica, deixou atrás o centro de trabalho e caminhou sem límite aos afectos e o ocio, o consumo ou o trabalho inmaterial. Negar os acertos do passado é inutil. Tratar de sonha-lo futuro e necesario.***

One Response to 'Crónica de um Primeiro de Maio outro. Toma de comboio e Bloco Precario'

  1. Black Says:

    Black…

    You a right. Thank you….

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